Mount Nelson Hotel Cape Town

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Quando me perguntam o que sou, o que faço ou como me defino cheguei a conclusão que além de arquiteto/decorador/designer/ formador de opinião etc e tal sou também um hotel explorer. Amo experenciar o que tem de melhor em hotéis que escolho a dedo e sim recuso convites quando algo não me agrada ou não aprovo totalmente. Aqui em Cape Town estou “explorando” e experenciando alguns hotéis e ghest houses. O Mount Nelson Hotel  também é chamado pelos locais de Pink Lady é o mais tradicional. Esta imensa propriedade foi transformada em hotel em 1899 e hoje conta com quase 200 quartos tanto no prédio principal como nos anexos, villas ou cottages espalhadas no imenso jardim. A cor pink so foi usada nas fachadas logo após a Primeira Guerra. A idéia foi alegrar os animos e varrer os ares cinzentos dos anos bélicos. Pronto! Foi assim que o Mount Nelson ficou ainda mais conhecido e lançou a moda da arquitetura rosa que tanto inspirou hotéis de veraneio na Europa. A única coisa ruim de ficar lá é que não dá vontade de sair. É ideal para quem realmente curte aproveitar ao máximo tudo que um grande hotel oferece: chá da tarde com piano ao vivo, piscinas incluindo uma aberta mas aquecida, jardins deslumbrantes e perfumados, quadras de tenis, spa fenomenal, bares e terraços para beber, ler e se entreter! Super Approved by Lord Rollo !

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HOTEL DE L’EUROPE AMSTERDAM

  
 

O Hotel de L’Europe em Amsterdam  é histórico e ultra tradicional. Com arquitetura do século 19, foi construído como um grande palácio bem na quina de um dos canais da parte mas antiga da cidade e foi também o primeiro prédio com eletrecidade. O de L’Europe nasceu para ser um five stars hotel desde o início. Com 111 suítes, todas voltadas para o canal, o hotel foi adquirido pela família Heineken há 3 gerações. A imensa galeria de entrada com obras que reproduzem famosas pinturas dos old masters holandeses, é iluminada por fileiras de lustres de cristal à esquerda e à direita. O Freddy’s Bar todo em estilo art deco original, deixa no ar a deliciosa essência de um autêntico filme noir. Os locais elegem o Freddy como um dos bares mais especiais da cidade. Minha suíte no de L’Europe é um sonho: toda forrada com papel de parede azul com desenhos brancos em chinoiserie, cortinas de veludo acinzentado, cama com os maiores travesseiros que já abracei e sala de banho com placas imensas de Carrara e mais um terraço de quase 5 metros debruçados sobre o canal. Precisa mais?  Ah, toda noite, um cartão “pillow notes” com uma frase curiosa é colocado ao lado da cama. O de L’Europe era o hotel favorito de Alfred Hitchcock. Minha querida amiga Renée Behar, uma das pessoas mais exigentes em termos de gosto e serviços, também elege o de L’Europe como sua casa quando está na cidade. Amsterdam é daqueles destinos que podem ser visitados o ano todo mas especialmente em Dezembro quando acontece o mágico Festival das Luzes, ou fim de março quando o jardim mais lindo do país é aberto a visitantes por apenas duas semanas, ou no verão quando todos vestem laranja (cor oficial da Holanda) para a grande festa em comemoraçãoo o aniversário do Rei. Em Agosto, Amsterdam transborda de alegria com o Gay Pride, um dos mais famosos do mundo. Novidade para mim foi descobrir que no alto inverno, caso a neve se extenda por 3 ou 4 dias, os canais d’água congelam e transformam-se em pistas ou corredores de patinação. Visitar os 3 museus vizinhos é uma das atividades obrigatórias logo nos primeiros dias . O Van Gogh, Stedelijk de arte comteporânea e o gigantesco Rijksmuseum estão a walking distance entre si. Depois deste banho de imersão cultural, o que mais amo fazer em Amsterdam é pegar uma bike e pedalar pelos canais desenhando e fotografando as fachadas e detalhes das portas das townhouses de tijolos crus ou pintados. A sensação de liberdade que a cidade proporciona é para ter para sempre na memória. O de L’Europe faz parte do Leading Hotels of the World e as reservas podem ser feitas diretamente com a LHW. 

 
 

   
     

    
   

   

  
 
  

    
 

VICTORIA PALACE PARIS


Este ano o Victoria Palace Hotel comemora 80 anos desde que foi adquirido em 1936 pela família de Monsieur Philipp, um típico francês super culto e refinado, colecionador de mobiliário dix-huitième da melhor qualidade. Philipp e Michael, diretor do VP, estão todos os dias por ali sempre atentos a detalhes como se fôssemos seus hóspedes pessoais. O VP que existe desde 1913, era o predileto do pintor surrealista italiano Giorgio de Chirico que o menciona em seu livro de memórias. James Joyce também hospedava-se aqui mas para mim a melhor parte da história do VP é mais recente. Faz 3 anos que a recepção, salões e bar foram redecorados com a ajuda de Monsieur Michel Desbrosses, ex assistente do grande decorador Emilio Terry, um dos meus favoritos. Terry criou um estilo, ao contrário dos outros 99% dos decoradores que copiavam e ainda copiam estilos. Monsieur Desbrosses traçou as diretrizes, fez os croquis, escolheu as cores, acompanhou parte da reforma mas faleceu em agosto de 2015 antes do novo bar ficar pronto. Seguindo os ensinamentos de Monsieur Desbrosses, grande amigo de Philipp e Michael, a dupla levou adiante as alterações sugeridas pelo decorador. O resultado do novo decor do Victoria Palace vibra intensamente através de cores como esmeralda, rubi e amarelo ouro usados nos tecidos e passamanarias. Nas paredes, tons mais acinzentados e detalhes neoclássicos acalmam a folia magnífica das poltonas e banquettes de gosto Napoléon III revestidas com veludos Lelièvre e intercaladas com mesas de apoio em chinoiserie.

Com todo este cenário vitoriano remodelado, sinto me em casa tanto nos salões como na suíte 105 no primeiro andar, revestida com listado floral azulado também Lelièvre. Abaixo, registro um pouco das minhas experiências nos últimos anos nesta suíte que é meu pied-à-terre em Paris, mas antes explico que Saint Germain não é o sexto arrondissement e sim uma pequena parte dele. O VP que faz parte do sixième, está na região chamada Cherche Midi por conta da rue de Cherche Midi que caracteriza-se pela quantidade de bistrôs com qualidade. Hoje após conhecer a coleção de móveis do século 18 de Philipp, almoçamos os três num restaurantezinho très sympa chamado La Cantine du Troquet Cherche Midi, inaugurado há dois meses. Pas de tourites, pas de flamboyant. Tudo très charmant…très parisien !

www.victoriapalace.com

www.lacantinedutroquet.com

Viajar enriquece culturalmente, então sinto me bilionário. Muito do que aprendo é viajando. Cá estou no Victoria Palace em Paris, hotel mais chic-charmoso do 6ème arrondissement e me dei conta de um exercício formidável para sacudir a memória. Faz anossss que fico na mesma suite com es duas janelas no primeiro andar, bel em cima da entrada do VP. Assim que lembrei de quanta coisa vivi por aqui. Qdo voltamos a um determinado local, nos hospedamos no mesmo hotel, é natural que muitas cenas e historias vividas ali fiquem mais nítidas e podemos ver e sentir como se fosse hoje. Lembro de cada saída atrasada para um desfile. Descia o elevador ou escadas com o coração em ritmo frenético, ancioso para chegar antes do show começar. Certamente pedia ao motorista que fosse mais rapido, o que nunca acontecia e ficava ainda mais agitado. Por sorte não sou o tipo de pessoa que sua, transpira… Lembro que estava aqui nesta suite qdo Michael Jackson faleceu. Um amigo me ligou e contou. Lembro também que numa manhá liguei para a Eliana Tranchesi que estava aqui em Paris. Liguei para agradecer o convite do cocktail da noite anterior. Era a primeira vez que Eliana saía do Brasil logo após todo aquele imbroglio da Daslu. Agradeci o drink e para dizer que tivesse fé e mentalizasse que tudo que estava acontecendo com ela já havia passado. Esta técnica mental é fabulosa afinal tudo passa mesmo. Tuuuuuudo ! Então o segredo é programar o cérebro visualizando o fim da situaçäo. Isto nos dá força enqto não passa. Aqui tbém tive experiências com dois paqueras que sem dúvida provam que aquilo que se deseja com profundidade aconteça. Prometi no Insta que contaria aqui no site/app algumas destas histórias e que daria a dica do que fazer para viajar muito. A dica é : caminhar. Caminhe pelo seu bairro. Caminhe todos os dias um pouquinho observando a vizinhança, a redondeza… vá aos poucos aumentando a região da caminhada. Para ser um traveler, é preciso caminhar e observar!

As historinhas vividas na suíte 105 prometo contar assim que estiver inspirado!

Bisous!

Love,

F



  


  
  


Abaixo croquis do novo decor do Victoria Palace criado por Monsieur Michel Desbrosses


  

GSTAAD


Gstaad está demais ! Toda forrada de branco. Branco neve é claro. Os locais aguardavam anciosos a época em que a cidade fica coberta pela neve. Este ano veio um pouco mais tarde. A altíssima temporada é durante o Natal e fim de ano, quando magnatas e celebrities aqui chegam. No verão, o mês de junho volta a ser badalado e com paisagem verde, mas este é outro capítulo. Escolhi Gstaad não apenas por ser um destino luxuoso mas também para experenciar a hospedagem no Grand Hotel Park, o mais antigo de Gstaad. Muitos confundem o Gstaad Palace com o Gstaad Park. Ambos cinco estrelas e históricos. O diferencial do Grand Park que faz parte do Leading Hotels of the World, é que foi totalmente renovado poucos anos atrás para celebrar seu centenário. A arquitetura externa típica alpina foi mantida mas dos interiores sobrou apenas o elevador com gradil de ferro trabalhado, algo que a equipe do hotel faz questão de frisar. A decoração ainda que com ares de chalet, consegue ser contemporãnea-expontãnea. Todo o conceito do Grand Hotel Park está aquecido pela mesma identidade estética. Materiais quentes, naturais e típicos do estilo local foram trabalhados com sutileza fugindo do estereótipo do estilo montanha e alcançando total look atual.

Paredes revestidas de madeira seca sem tratamento, cashmere em tons acinzentados também revestem paredes e estendem- se na cabeceira das camas, cortinas e sofás.

A penthhouse ” My Gstaad Chalet”, com mais de 400 metros quadrados, é disputada por nomes que não posso citar. Living com lareira aberta para a suíte, sala de jantar, pequena cozinha super equipada, 2 suites no piso inferior para o staff do hóspede, 2 outras no piso de cima e mais um spa com sauna, sala de massagem e academia ultra equipada. Tudo isso para a total privacidade de quem escolher ficar ali.

Cinco restaurantes com decor primoroso, sendo um deles inaugurado esta estação dedicado a culinária argentina, um fumoir com chesterfields e poltronas de couro e uma cave de vinhos laqueada de vermelho fogo do piso ao teto garantem o calor e conforto dos hóspedes. As 94 suítes tem vista de cartão postal. A vontade que dá é de passar o dia com pantufas de veludo no sofá de cashmere curtindo o panorama cinematográfico que transmite tanta tranquilidade que não quero nem piscar. Venham para Gstaad. Tornem este sonho branco em realidade. Torçam para nevar. Além da magia se intensificar, a temperatura sobe um pouco com o cair dos flocos brancos!

www.grandhotelpark.ch

 

Acima, o fumoir é tão convidativo que mesmo eu que não fumo fiquei horas ali

O restaurante dedicado a culinária argentina tem decor primoroso. Mesas de maxeira rústica, cadeiras revestidas de pele e jogos americanis de cintos reciclados de couro deixam qualquer outro restaurante mal passado


PENTHOUSE “MY GSTAAD CHALET”




  

Minha suíte do Grand Park

Piscina toda de aço com fundo texturizado

Abaixo um breve tour pelo Promenade 

Rougemont Interiors, a boutique de decoração mais badalada do Promenade em Gstaad

O brilhante joalheiro Graff inaugura sua joalheria-chalet com muitos kilates
  

Subir 3000 mil metros de altura no funiculare é inesquecível. Apesar da neve forte no dia em que subimos ao topo da montanha, e por isso pouca visibilidade ao chegarmos lá em cima, a experiência ficará gravada na minha memória como uma aventura surreal